segunda-feira, 8 de março de 2010

02 - Berenice, se segura! Nós vamos bater!





Essa canção é um exercício. É uma tentativa de ir de um ponto ao outro do ciclo de quintas. Apenas com um elaborado jogo de subtrações de sustenidos e transposições é que consegui impregná-la com uma cadência fluida que faz todo o sentido e não é ofensiva. Não tento ostenar o exercício em si mas desdobrá-lo para alcançar efeitos diferentes. Essa canção é tudo menos monótona.
Ela começou quando eu estava conversando com o Joéverson no telefone e eu estava pensando no acorde de C#m, em uma progressão do estilo das que eu fazia. Porém em algum momento eu acabei tendo acesso a essa idéia de fazer a cançao diminuir o número de sustenidos e manter uma coerência. Descobri que certos movimentos e certos padrões de progressões se repetem em diferentes escalas. Então tudo se encaixou. Até então eu estava trabalhando com flautas, em uma alegre sucessão de C#m e Asus4. O resto brotou no momento da programação. Usei algumas notas do fade as the wind blows, brinquei bastante com variações mínimas e com vozes simultâneas fora de seus acordes, o que cria novas formas de textura. Essa é a canção mais bem feita até agora. Não digo que é a melhor mas é uma das minhas favoritas.

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